Canção do Exilado do Sertão
Minha terra tem juazeiro,
Onde canta a Juriti;
O sol aqui tão fagueiro,
Ressecando o calumbi!
O gado passando sede,
A roça nada nos dá;
Plantando, tudo fenece,
Já não sei o que será.
Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro aqui;
Minha terra tem juazeiros,
Onde canta a Juriti!
Minha terra tem vaqueiros,
Cujos nunca vi ‘pruqui’;
Em cismar - sozinho, à noite -
Mais prazer encontro aqui;
Minha terra tem juazeiros,
Onde canta a Juriti!
Que permita Deus que eu morra,
E seja enterrado aqui;
As toadas dos vaqueiros
Na mi’a cova eu ouvi,
À sombra dos juazeiros,
Onde canta a Juriti!
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