A SOLIDÃO DO FORASTEIRO
Sinto-me solitário em meio à multidão, um estranho no ninho. Pessoas vêm e vão felizes com suas vidas, ou pelo menos demonstram, e eu como de costume as observo minuciosamente. A solidão, monstruosa em meu viver, faz-me estar em um penar que cá entre nós dá dó.
Poderia deblaterar com essa solidão que tornou-se minha parceira constante, amiga de toda hora, parceira nas mais frias noites. A cada amanhecer cá estamos nós, juntos como feijão e arroz.
Choro quase todos os dias feito criança que fora tirado o doce de sua mão. Mas essa foi a vida que escolhi, do que tenho eu a reclamar ? Então paro e penso comigo mesmo: "Sou um forasteiro, e por isso, evidentemente escolhe a solidão como fiel esposa".
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