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A HISTÓRIA DO HINO MUNICIPAL DE SÃO MIGUEL DOS CAMPOS.

A HISTÓRIA DO HINO MUNICIPAL DE SÃO MIGUEL DOS CAMPOS

O hino municipal de São Miguel dos Campos tem uma história interessante, que mostra como a arte e a política podem se encontrar. Durante a ditadura militar no Brasil, o hino foi impedido de ser executado devido a uma frase que criticava o governo da época.
Em 1969, o prefeito Júlio Soriano Bonfim decidiu criar símbolos cívicos para o município, incluindo um hino e uma bandeira. Muitos candidatos participaram do concurso, mas Iramilton Leite e Rosa Virgínia Bomfim foram os escolhidos. Iramilton escreveu a letra do hino, que deveria ser apresentada em 29 de setembro de 1972.
Infelizmente, o hino não pôde ser gravado. Uma das estrofes, que dizia: "São armas urgentes nas cívicas horas", foi considerada ofensiva ao regime militar. Por causa disso, o hino ficou guardado por mais de dez anos.
Somente em 1991, durante a gestão do prefeito Francisco Hélio Jatobá, o hino foi liberado e apresentado ao público. A gravação foi feita com a participação do Coral da Universidade Federal de Alagoas e regida pelo maestro Benedito Fonseca.
O hino é considerado uma das letras mais bonitas de Alagoas, retratando a história e as riquezas de São Miguel dos Campos. Fala do rio, das indústrias e das conquistas do povo. Desde sua apresentação, o hino tem sido tocado em eventos da cidade.
A história do hino municipal de São Miguel dos Campos é um exemplo de como a música pode refletir a identidade de um povo e como a arte pode ser influenciada por momentos históricos. Hoje, o hino é um símbolo de orgulho para a cidade.

* Texto Escrito Por Ernande Bezerra de Moura

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