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Esconderijo vermelho

 

 

 

Não rimo a rima certa e nem a incerta.

Faço a união do que me angustia

nesse exato momento

e assim trafego entre o que seria poesia

e a inutilidade de ser poeta inválido.

Fora de mim a obrigação das redondilhas

e das assonantes.

Fora todos os lápis do estojo.

Apenas me deixem com minhas tintas

primárias e minha folha encadernada.

De resto, levem tudo...

e fechem todas as portas quando saírem,

para que os cães famintos

não consigam me farejar

aqui dentro de mim mesmo.

 

 

Penélope SS

21-12-17  10h:50

ESCRITO POR AdrianoRockSilva 1.08 M leituras
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