O Pesador
Sonhei, um dia, que afundava
Lentamente, friamente
E eu estava dentro de um poço
E o poço era a minha própria mente
Mãos e pés imobilizados
Como gelo, duramente
Congelando as lágrimas que nunca se deixam escorrer
O tempo passa, os batimentos passam à doer em meu peito
Sístole, diástole, crio paranoias sobre problemas cardíacos
Enquanto isso, de meus problemas físicos, não ouso cuidar
Sonhei, um dia, que afundava
Era apenas uma paralisia do sono
Lentamente, friamente
Dentro da minha própria mente
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