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BIOGRAFIA DO COMENDADOR E BARÃO DE CORURIPE MIGUEL SOARES PALMEIRA.

BIOGRAFIA DE MIGUEL SOARES PALMEIRA (O BARÃO DE CORURIPE).

Miguel Soares Palmeira nasceu em julho de 1820, no município de Palmeira dos Índios, estado de Alagoas, num lugar denominado de Fazenda Baixa Fria, filho de Antônio Soares de Mendonça e de dona Maria das Dores Castro de Mendonça.
Casou-se, no dia 08 de novembro de 1857, com Julieta Júlia Soares Palmeira Ferro, filha do "Barão de Jequiá", Manuel Duarte Ferreira Ferro, no altar da Igreja de Nossa Senhora do Ó, em São Miguel dos Campos, Alagoas. Depois
do casamento da filha, Manuel Duarte Ferreira Ferro foi morar coma família no engenho Ilha, depois Novo Sinimbu e consequentemente usina Cansanção de Sinimbu e sua filha ficou morando com o marido no engenho Prata. Foi quando o engenho passou a pertencer a família Palmeira. O casal tive os seguintes filhos: Genoveva Soares Palmeira, Julia Soares Palmeira, Mário Soares Palmeira, Francisco Soares Palmeira e Miguel Soares Palmeira Filho (Pai do Senador Rui Soares Palmeira).
Em 1858, foi nomeado Delegado de Polícia de São Miguel dos Campos. Tornou-se Comendador e Deputado Presidencial, de 1858 a 1859 e de 1864 a 1865. Era chefe do Partido Liberal de Alagoas. Também recebeu a honraria de Oficial da Ordem da Rosa, em 14 de março de 1860. Segundo relato dos familiares, o comendador era uma pessoa muito culta e bondosa com seus escravos. Em 1885, ele deu Carta de Alforria a todos eles. Como todo mundo sabe, a escravidão só aconteceu no dia 13 de maio de 1888, quando a Princesa Isabel, assinou a Lei Áurea.
Miguel Soares Palmeira foi um dos três contemplados a receber o título nobiliárquico, pelo Gabinete Liberal, em julho de 1889. Ele foi nomeado "Barão de Coruripe". Os outros foram, Paulo Jacinto Tenório, Barão de Palmeira dos Índios e José Miguel de Vasconcelos, Barão de Porangaba. Mas, infelizmente, os homenageados não conseguiram receber o título de nobreza, pois o Império foi transformado em República e não deu tempo deles tirarem a carta nobiliàrquia. Mesmo assim, o Presidente do Brasil Marechal Deodoro da Fonseca, quiz entregar as cartas, mais nenhum deles aceitou. Mas eles estão imortalizado dentro do contexto da historiografia de Alagoas, como barões.
Miguel Soares Palmeira, o Barão de Coruripe, faleceu no dia 03 de setembro de 1892.
Seu corpo está sepultado no Campo Santo do Cemitério do engenho Prata, na zona rural do município de Jequiá da Praia.

* Texto Escrito Por Ernande Bezerra de Moura

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