soneto da mente demente
Mente demente, vagando sem norte,
Nem notas que os sentidos,
Todos os cinco reunidos
São teu único suporte
Preferes sempre o devaneio.
Deixando a boa senda, te esquivas.
Eleges, por mais que vivas,
As veredas, ao caminho do meio.
Sois, pois, a mente que mente,
Para nos desvão, tão somente,
Esconderes o que na mente se esvai.
Fazes tanto malabarismo
Que não percebes, perdeste o siso
Nem sabes pra onde vais.
J. Alcantara
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