Cem títulos
Liberta-me!
Ao lançar-me nos rios que carregam meu pranto
para que no meu desengano
eu não precise mais viver.
Antes escolho morrer,
afogado em teus sorrisos,
fingidos, frigidos, findos, lindos...
Maniata-me!
Pelo gogó como um selvagem,
até que fios de ar escapem pelas minhas narinas
e escancarem as bagagens onde escondo o ocaso,
Até que fechem minhas portas para o mundo,
E como um mudo, desmudo, descubro, derrubo...
Livra-me!
Da frieza das tuas palavras
que ferem o tempo com suas badaladas,
enquanto me rasgam como uma lâmina afiada,
e agora me vejo impossibilitado de sentir,
agir, fugir, cair, ir...
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