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CORAÇÃO BANDEIRANTE

Lá onde se ouve a leve e fria madrugada

Onde mundos se cruzam pelo recomeço

Escuta-se o que os homens esqueceram

Escutam-se os sopros livre da natureza.

Lá onde a calma finda pelo sossego

Onde o inverno pede o cultivo

Na gruta escura esculpida pelo relevo

As mãos se abrem para o trabalho.

Lá onde se integra a inclemente ferrugem

Onde encravados pelos lúgubres pesar

O esforço intermitente do homem

No tilintar instantâneo das fabricas

A beleza incontida da vida, as artes vieram atenuar.

Lá onde a estrada de barro nasceu

Onde as carruagens da era moderna

Levaram bandeiras para o nosso sertão

O estilo formoso do barroco pedia passagem

As lutas viraram pinturas, a música piedade.

ESCRITO POR Cleber Mácio 32 K leituras
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