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Obra Maldita - apresentação

Escrevi Obra Maldita em 2020, no início da Pandemia. Ocorreu-me, então, Beatriz, a narradora protagonista de um enredo futurista no qual as sementes do ódio e dos preconceitos dos nossos dias infelizmente deram frutos. (Editora In House, 2022).

Para quem viveu a Pandemia, sofreu com os discursos de ódio e com o obscurantismo, Obra Maldita não é apenas uma distopia, é um alerta. Sim, é uma ficção! Como tal, transita entre os sonhos e a realidade, o verso e o anverso dos sete dias da Criação. "De quem?", pergunta-se Beatriz, a testemunha ocular de um futuro opressivo cada vez mais próximo.

Sua busca, como a nossa, não se resume a saber quem é o verdadeiro autor da Obra, ou se Ele realmente existe. Ela encerra o grito primordial da mulher que não aceita o papel de costela, que se rebela contra a ordem fundamentalista e patriarcal na qual foi criada.

Salvando livros proibidos da fogueira, resgatando significados ocultos dos porões, interrogando e questionando a si mesma e sonhando com outra realidade, ela enfrenta a ira de sua família e de toda a sociedade que, por medo da Peste, evita sonhar.

Mas o que é a Peste, afinal? Qual o papel de cada personagem e, principalmente, do próprio autor da Obra para que ela seja maldita?

Muito cuidado ao procurar respostas! Elas surgirão de acordo com as perguntas do leitor.

Obra Maldita. Editora In House. 2022.

ESCRITO POR Marcos Alexandre Capellari 6 K leituras
3 textos
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