I missss
gritam os silêncios não pronunciados,
Fogem os andantes sem pressa,
Vão-se todos a nada fazer,
É o querer desinteressado.
Postura de novidade estou em meio a isso,
Porque todos me veem,
Mais não o que realmente mostro,
Aí está a minha saudade.
Deve ser os próprios abismos,
Seus próprios não ditos,
A cegueira de não se perceber no escuro,
As trevas e través da melancolia.
Vejo de tudo e a todos em matéria,
E busco a síntese da essência de tudo,
De onde está a parte que me coube,
As farpas não existem lá.
Meus espaços que me cabiam,
Não mais me pertence,
O lugar está preservado,
Mais a lacuna de pertencimento me angustia.
Tantos afazeres e poucos cativamentos,
Lá estava muito devagar a errar,
Presença de tudo e nada,
Cabimento no descabido .
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