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MEU CHÃO TEM MEMÓRIA ENTRE O ONTEM E O AGORA, ALAGOAS VIVE EM MIM

Poesia dedicada ao 14º Encontro dos Escritores Alagoanos 2025
Nesse meu chão dos Marechais
A memória ressoa presente
Entre o ontem e o agora
A nossa cultura e história
Resiste e se renova

Chão de Graciliano Ramos
Com suas obras intrínsecas
Como Angustia e Vidas Secas
Explanando as desordens sociais
E realidades pertinentes atuais

Nesse meu chão, não pode faltar
O entusiasta da língua portuguesa
Aurélio Buarque, cuja a obra hoje
prevalece de fundamental importância
Para a crítica e a sociedade brasileira

Chão de Nise da Silveira
Com um legado revolucionário
Uniu a Psiquiatria e a arte
Após 120 de seu nascimento
Suas métodos são humanizados e atuais

Nesse meu chão, não pode faltar
O grande defensor do forró
José Lessa Gama é o seu nome
Cujo legado, é transmitido
Pela força incansável de sua esposa

Nesse meu chão tem memoria
Entre o ontem e o agora
A cultura, a natureza e a melodia
Resplandece em nossa história
Com a vida e a obra de Carlos Moura

Ele cantou e alcançou os corações
Alagoanos, pelo seu amor pela cultura
E hoje, as novas gerações e músicos,
entoam o hino Maceió Minha Sereia
Uma sinfonia que não envelhece

E quem poderia imaginar
que um edifício da justiça alagoana
do século XX, um dia viria se tornar
museu e centro de cultura e memória
Com inovação Tecnológica ?

Nesse meu chão, não pode faltar
O Cine Pilarense, a fênix Alagoana
Datado de 1924, por três décadas
Sobreviveu de portas fechadas
Mas, em 2011, a história ressurge

Considerado um raro cinema de rua
Com 100 anos de história
É o símbolo de resistência
E hoje não é apenas um cinema
Mas um espaço multicultural

Também não pode faltar
O grande teatrólogo, jornalista
Escritor Braulio Leite Junior
Um amante das artes alagoanas
Cuja trajetória deve ser sempre lembrada

Idealizou a extinta Fundação Teatro Deodoro
O MISA e o Centro de Belas Artes
Um espaço para formar os profissionais da arte
Que hoje, apesar dos desvaneios
Preservam e promovem a cultura

Nesse meu chão de memória
Entre o ontem e o agora
Vejo a grandeza das letras e da poesia
Resgatando as histórias e memórias
Com empatia e sobriedade

Entre o ontem e o agora
Percebo o quanto é emergente
Preservar os bens e a memória cultural
E o quanto nosso povo precisa da formação
E da compreensão do valor cultural

Entre o ontem e o agora
A literatura e a arte transcendem o tempo
E o legado da identidade alagoana
Progride e se inova, no entanto, esse legado
Demanda de mais prioridade e

Para que a memória alagoana
Se mantenha preservada é preciso despertar
para a importância do conhecimento e da pesquisa
dos personagens que contam
E lugares que guardam a nossa história

É preciso que as escolas alagoanas
Em suas disciplinas se proponham
a desenvolver a leitura, o conhecimento
e outras atividades que transmita o valor
da consciência etnia e do patrimônio cultural

Entre o ontem e o agora
A cultura e a literatura vivem em mim
Reunindo talentos de todos os lugares
Unindo a história e a diversidade
defrontando a displicência cultural

Me fazendo coadjuvante desse precioso Legado
Para manifestar a riqueza do talento
O poder da escrita, da prosa e da poesia
E admoestar que somos rebento desse chão
da memória sempiterna
ESCRITO POR Matheus Cavalcanti 10 K leituras
12 textos
Um livro
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