O Banco da Praça: Entre o céu e a terra.
Marjorie é uma mulher de 30 anos, vivendo plenamente a fase vibrante de sua vida... sentou-se no banco da praça, um canto ensolarado em meio à cidade. O calor do sol aquecia suas costas, e o vento brincava com seus cabelos, emaranhado-os e soltando-os com a liberdade de quem não tem um destino certo. A praça era um refúgio, um lugar onde a vida continuava, mas ao mesmo tempo parecia pausada, suspensa entre o movimento constante da cidade ao redor e o ritmo calmo da natureza que ali existia.
Ela abriu seu caderno sem pauta de couro envelhecido, estalando como se acordasse de um longo sono. O papel amarelado absorvia a luz do sol, criando uma dança de sombras com as folhas que balançavam acima dela. Pegou sua caneta, uma velha amiga de tinta preta que deslizava sobre o papel como um rio sereno, e começou a escrever relatando ao seu redor, o mundo era um palco, e ela, uma espectadora ávida. Observou um homem de terno, sentado no banco oposto, os ombros curvados sob o peso de um cansaço invisível. Seus olhos estavam fixos em um ponto distante, como se tentasse lembrar de algo perdido no tempo. Marjorie anotou: "Homem de terno, ausente, esmagado pelo invisível."
Do outro lado, uma mulher idosa alimentava pombos, o sorriso leve como se conversasse com velhos amigos. Cada pedaço de pão era lançado ao vento com uma espécie de reverência, como se houvesse um ritual secreto naquele ato. "Idosa em paz, alimentadora de segredos", escreveu. O vento trouxe o riso de uma criança que corria atrás de uma borboleta. A menina, com os cabelos soltos e o rosto sujo de terra, era um contraste vibrante com a monotonia dos adultos. Ela era pura, indomável, como o vento que agora fazia as árvores dançarem. Então observou, fascinada pela simplicidade daquele momento, a beleza bruta da infância. "Criança selvagem, caçadora de sonhos alados." ao escrever sorriu sentindo-se como aquela menina.
Entre um rabisco e outro, M olhou para o céu, as nuvens pareciam desmanchar-se em fantasias, histórias que nunca seriam contadas. Havia algo de reconfortante naquela imensidão azul, uma lembrança de que o mundo era vasto muito maior do que ela podia compreender tão fácil se perder ali, entre o céu e a terra, entre o conhecido e o desconhecido.
A brisa trouxe o aroma de flores e grama cortada, um lembrete suave de que o verão estava no auge. Ela fechou os olhos por um momento, absorvendo tudo. A praça parecia respirar com ela, um organismo vivo pulsando em harmonia com seu coração. Sentia-se parte de algo maior, um fio na tapeçaria da existência abriu os olhos e voltou ao seu caderno. "Praça - um palco de vidas, um refúgio, um espelho do universo", escreveu. Ali, naquele banco de madeira, com o sol aquecendo suas costas e o mundo desdobrando-se ao seu redor, Maju encontrou uma calmaria que parecia elusiva nos dias apressados da cidade. Ela continuou a escrever, uma testemunha silenciosa da vida que fluía ao seu redor, captando momentos efêmeros em palavras que ela sabia que durariam para sempre.
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