Silêncio mordido
Ecos de gritos pretéritos perturbam,
Em minha cara exclamações ejaculadas,
Sem nexo e perplexo eu me assusto
Diante de tantas ações extravasadas.
Noutros tempos silêncios incomodaram
Como tais mordaças nesses cães,
Sem piedade e inapto eu me contenho
Perante inúmeras clamorosas manhãs.
E o meu silêncio risca o teu grito,
A minha cara sacode as mordaças
Abocanhando o teu verbo tão maldito.
Manhãs escorregadas dos pesadelos,
Sem dó, apoquentam minha mente
Mordendo os meus inúteis apelos.
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