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ANTONIO COSTTA - FORTUNA CRÍTICA

Antonio Costta cria uma poética híbrida que une denúncia social, fé cristã e memória regional, formando uma voz engajada que questiona injustiças e oferece conforto e reflexão espiritual.

"De volta da terra fundada por Modena, abri teu livro, jovem Costta e senti que escreves com serenidade. Teus versos têm cheiro de terra molhada pelas primeiras chuvas. Em poucas palavras traças o perfil das várzeas paraibanas, ou melhor, pilarenses. Trazes na alma a simplicidade do rio Paraíba como uma música que se ouve ao longe. Dizes nos teus versos o amor que tens a esse pedaço de Pilar que se chama Chã de Areia, onde o sol se levanta mais cedo e onde seus filhos se orgulham de manobrar com gosto aquele solo sagrado de onde sai a riqueza de nossa terra. Tens, meu jovem poeta, um modo de imprimir em poucas palavras que vais buscar em Zé Lins do Rego, todo o encanto que o menino de engenho ia buscar nos cheiros das matas e das Campinas, na florada, nos cantos do bem-te-vi, das juritis e do sabiá que, juntos fazem uma orquestração juntando-se ao primeiro sereno da manhã.

Meu jovem estou encantado com a maneira com que unes o belo ao sentimento da alma. Com a tua poesia dita com o que te vai no coração nenhum pilarense pode deixar de sentir nos teus versos, a graça das noites enluaradas e do nosso por do sol.

Continue, meu caro amigo, com teus poemas que fazem lembrar Fernando Pessoa na simplicidade de teus versos. Quero ter a felicidade de ler mais e mais livros teus, pois, eles retratam com fidelidade e graça, o encanto da terra mágica que prende seus filhos assim como o visgo da jaca prendia os pés à terra do cacau onde laboravam os nordestinos que emigravam para Pirangi e Ilhéus nas palavras do genial baiano, criador de Gabriela Cravo e Canela, Suor e Berro D'água, o eterno Jorge Amado."

José Augusto De Brito
(Membro da Academia Paraibana de Poesia)

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"Li as páginas poéticas escritas por Antonio Costta, que demonstra através de seus sentimentos, possuir dentro d'alma, um condensador de emoções.

Seu talento poético emana do seu cérebro sensível e positivo. Sua poesia é feita de pensamentos iluminados, cuja luz derrama-se docemente sobre sua terra natal, num encontro com a natureza, com os engenhos, com o rio e com sua gente.

Faça o seu livro e continue clareando os céus de sua cidade com o farol de sua poesia."

Yolanda Queiroga
(Membro da Academia Paraibana de Poesia)

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"O nosso Antonio Costta se auto denominou de 'Juntador de Palavras' para explicar a sua veia poética-simples, espontânea, sem rédeas, nem limitações impostas pela métrica.

O José Lins do Rego se dizia um "Contador de Histórias", Menino de Engenho foi uma estreia que segundo José Américo "já tinha a segurança da mão de mestre". Mais poema do que romance o estilo encantou pela espontaneidade. No romance de Zé Lins do Rego o linguajar dos personagens foge, por vezes, ao controle gramatical e a rigidez da sintaxe. Porém mesmo sem ser trabalhada a linguagem é rica, agradável e viva. Como se vê o "Juntador de Palavras" e o "Contador de Histórias" se aproximam na criação literária, pelo seu estilo espontâneo que elimina todo seu artificialismo. É a fala poética saindo de dentro do peito, da alma, pura, cristalina e rica.

O livro de Antonio Costta surge como um embaixador da alma e do sentimento do povo pilarense, fazendo essa cidade mais conhecida e mais amada através dos versos do poeta que retratam com tons vivos e quentes a alma do seu povo."

Teresa Queiroga
(Professora - Itabaiana/PB)

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"O autor pilarense ora, na poesia, com o louvor dos Salmos e a graça do Cântico dos Cânticos.

(...) verifica-se um Costta, recordando as meninadas do Pilar, no poema "Carro de Boi", com ritmo de "Nega Fulô" de Jorge de Lima, ou, enquanto fase da vida de criança, no tema de "O mundo do menino impossível" de um Jorge da União dos Palmares. O autor ainda envereda pelo social com "João Brasil", o que coincide com o vate, amigo de José Lins do Rego, nos seus escritos, revoltado com as injustiças sociais, (...)".

Damião Ramos Cavalcanti
(Ex-Presidente da Academia Paraibana de Letras)

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"Antonio cresceu e se entendeu de gente em comunhão profunda com a paisagem a seu redor, em meio às gentes do povo, na dura faina da roça, na escola da velha palmatória, nas festas religiosas, nas procissões e nas cheias do rio Paraíba do Norte que banha a sua Pilar natal – vivendo o mesmo mundo que marcou a vida e a obra do grande José Lins do Rego, seu conterrâneo.

Foi esse repositório de sensações e lembranças que tem virado matéria prima para a produção lírica de Antonio Costta, agora acrescida da temática de fundo religioso, depois de sua conversão ao evangelho, como atestam os poemas de seu livro Poesia Cristã.

Vladimir Carvalho
(Cineasta e Documentarista)

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"No Vale do rio que é berço de figuras como José Lins do Rego e Zé da Luz, dois dos maiores representantes, respectivamente, da prosa e da poesia regionalistas brasileiras do século XX, falar em literatura, na atualidade, e não tocar no nome de Antonio Costta é, sem dúvida alguma, um ato de descomedimento.

O poeta Antonio Costta, como é mais conhecido, nascido em Pilar e residente em Itabaiana, além de pertencer à ambas as cidades em que nasceram os maiores nomes da literatura de nossa região, faz cada vez mais marcante a sua presença no cenário cultural do Vale.

No Chão da Memória não é apenas um livro de recordações, mas um corolário de tudo que há de melhor na literatura do já consumado poeta, acrescido de um novo elemento, a prosa, algo que deixa clara uma das mais notáveis características do 'Juntador de Palavras', o poder de se reinventar a cada nova obra publicada.

Contudo, mesmo ao se reinventar, Antonio Costta conserva uma de suas mais marcantes características: o amor pelas cidades que dividem – sem brigas – o seu coração em dois. Ou seja, o poeta reinventa-se e, consequentemente, reinventa a sua obra, mas não perde nunca a sua essência, que é o amor por seu 'chão'".

Frederico Lima
(Poeta e Escritor, doutorando em Letras - Pilar/PB)

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"Gostei muito da musicalidade, do ritmo dos seus poemas, e também da diversidade dos temas, da maneira como você, desenvoltamente, incursiona nos meandros da condição humana. É, quase sempre, uma poesia social sem apelar para o panfletarismo, para o meramente tribunício."

Sérgio de Castro Pinto
(Da Academia Paraibana de Letras)

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"Há poemas que deveriam ser espalhados por meio de outdoors, muros e estabelecimentos públicos para que fossem lidos e ficassem gravados na retina dos que, como eu, tem o privilégio de lê-los e absorve-los... Verde Que Te Quero Verde, de Antonio Costta, é um deles!"

Petrônio Paes França
(Poeta e escritor - São Paulo/SP)

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"Há um fazer poético abrangente em seu olhar sensível retratando o humano, o lírico, o contemplativo, trazendo à superfície a proximidade das essências de vidas na Arte da poesia. É Poesia para o descanso do espírito e o mundo agradece!

Certamente, a Paraíba conta com mais um talento poético nascido em Pilar, terra de José Lins do Rego, chão de expressivos nomes da nossa cultura, que privilegiada, orgulhosa dos feitos de seus filhos, mostra ao mundo que em seu celeiro está o Poeta Antonio Costta, também fazendo história na literatura brasileira."

Vilma Orzari Piva
(Poetisa, escritora e educadora - Araras/SP)

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"Fazes uma poesia clara, autêntica, sempre eivada de muitas emoções. Seja na linha espiritual-religiosa, seja no viés laico, é sempre a beleza que fala mais alto que a materialicidade dos versos, pois que há como um transbordamento de inspiração a cada estrofe, uma realização plena daquilo que chamamos de 'enlevo' em teus poemas.

O teu acervo poético é parte de uma restrita e privilegiada parcela da contemporânea produção literária, destinada a ser aclamada como patrimônio imaterial da cultura em língua portuguesa."

Jorge Montenegro
(Poeta e escritor - Brasília-DF)

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"Na poesia, como na prosa, ler-te é viajar na tua mente, é conhecer Pilar e a sua gente… que beleza, Santo Deus!

Esta tua antologia poética ultrapassará todos os limites, pelo merecimento que tem, pelos ensinamentos que nos dá, pelo amor que transporta… Deus abençoe essas mãos que vão juntando em palavras os belíssimos poemas que encantam a tua vida e conosco partilhas!"

Maria Petronilho
(Poetisa - Lisboa, Portugal)

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"Ao ler Antonio, a simplicidade do complicado é notável. A situação quotidiana de não olhar ao que de melhor está ao nosso lado – de não notar a beleza de uma natureza que nos emoldura cada dia – desaparece com a poesia de Antonio. Nos seus versos, agarra e dá brilho a tudo isto: a chuva desta poesia, que limpa, que embeleza, que lava a alma. O ler envolve, e um bom escritor, poeta ou não, envolve quem o lê nas suas palavras."

Ricardo Barras
(Poeta - Lisboa, Portugal)

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"Ler o poeta Antonio Costta é como ver do alto, do mais alto onde janela exista, as cenas do cotidiano. Não o dia-a-dia das visões invariantes dos olhos que a terra há de comer; mas os vislumbres da vida vistos com os sentidos da alma, com a religiosidade dos puros de coração ou até mesmo com a acerbidade dos que creem na justiça e por ela clama através da verberante voz dos versos:

"Oh! Homem que o verde tira,
Que atira fogo no verde,
Por que fazer sua mira
No alvo verde da terra?
Não vê que faz uma guerra,
Que contra a si mesmo atira?"

Ler o poeta Antonio Costta é como ser partícipe de comunidade cristã nos instantes precisos da prece, interagindo, interiormente, em suas orações de louvor ao Poeta dos poetas, a Jesus Cristo ressuscitado, nele passando a crer com o mesmo credo contido em seus professados poemas."

Odir Milanez Da Cunha
(Poeta e Escritor – João Pessoa/PB)

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"O grande mérito de Antonio Costta é fazer poesia abordando temas cujo personagem principal é o homem e seu meio, embora seja um assunto sobejamente abordado por artistas de todas as tendências. O regionalismo, inclusive, foi o mote principal de seu conterrâneo ilustre, José Lins do Rego.
Em consequência, sua representação poética, enquanto recebe influência de Carlos Drummond de Andrade, faz citações de Zé da Luz, Jessier Quirino e outros poetas regionalistas, valorizando in extremis os elementos da cultura popular nordestina, o que não deixa de ser elogiável diante do grave problema do colonialismo cultural que relega ao esquecimento nossa realidade e nossas formas de expressão."

Fábio Mozart
(Jornalista, poeta e dramaturgo)

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"Que maravilha de cordel que entrega de vez a posição de Antonio Costta enquanto escritor, é porque antes havia uma dúvida se ele era mais Pilar ou Itabaiana e essa obra de arte mostra que ele consegue unir as duas cidades, como se não me existisse Galhofas, Jureminha, Jacaré, como se não mais houvesse fronteira entre essas duas belas cidades que tem, como sorriso, a presença de tão nobre poeta e tão valoroso amigo.

Ao longo dos seus três séculos de existência, poucos Coretos terão homenagem tão cristalina e sincera quanto essa que me atrevo a apresentar feita por quem entende de saudade e de letras."

Efigênio Moura
(Membro da Academia Campinense de Letras,
acerca do cordel A Moça do Coreto)

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"E agora, em pleno século XXI chega até nós, leitores, uma narrativa fictícia amorosa, bela, original e secular! Sim, secular porque, através deste registro, um moça, um coreto e uma cidade ganham notabilidade; as obras de cal e cimento (coreto e município), mesmo imóveis, 'caminham' para a imortalidade; uma moça e um moço deixam de ser apenas 'figuras' e passam a ganhar 'almas eternas', se movem através da narrativa e deixam de ser foco de uma estória para ganhar status de atriz e ator principais na contemporaneidade.

Está de parabéns o poeta Antônio Costta, que agora junta-se a uma plêiade de escritores: Augusto dos Anjos que imortalizou um Tamarindo; José Lins do rego que imortalizou um engenho, entre outros. E eis que as coisas inanimadas ganharam alma e visibilidade, aguçando a curiosidade dos leitores e chamando a atenção para a valorização e preservação históricas.

Com 'A Moça do Coreto' uma nova geração passa a conhecer mais desses pequenos espaços físicos, e muito mais que isso, será tocada por uma estória que começou num coreto, teve continuidade em um altar, e resistindo ao tempo tornou-se estória de um amor imortal."

João Victor da Silva
(Poeta e jornalista - Sapé-PB)

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"Deus o fez arauto da Transcendência; por isso, tudo que o poeta faz é bom e bonito. Em poucos dizeres, é simples captar nos seus olhos o brilho excelso do bem. Deus sempre honra àqueles que O tem como o farol do mundo. Mundo este que está carecendo, cada vez mais, de ser imbuído pela poesia cristã. Se o fermento do evangelho não fosse anexado à massa da sociedade, como um todo, talvez já tivéssemos tido o mesmo infortúnio de Sodoma e Gomorra: a destruição global.

Poeta de Deus, ao ler os escritos do livro Poesia Cristã, senti a unção divina ser aspergida na minha alma. Com franqueza, a lâmpada dos versos clareou os recônditos da minha introspecção, a fé em Cristo subiu a níveis estratosféricos, o meu sentimento foi purgado. Que Deus continue colmando de cores os seus sonhos, pois você é um instrumento de evangelização.

Nobre poeta, os escritos do livro Poesia Cristã são mensagens edificantes. Cristo está contigo, meu irmão! Cada poema dessa obra é uma forma mística de compreender os aspectos vitais, adentrar os umbrais da eternidade. Por meio da Palavra, você outorga refrigério aos desvalidos, desfaz a ilusão do hedonismo, reveste de regozijo todo aquele que feneceu para as primícias do verdadeiro fundamento.
Poesia Cristã só poderia ter saído das entranhas de alguém genuinamente evangelizado. De um extremo ao outro de sua odisseia não para de chover bênçãos. Dou glória a Deus, por ter conhecido esse ser de personalidade simples, mas dotado de um espírito maturado sob os ditames do Kairós.

Ó Antonio Costta! Leve a poesia Cristã às ovelhas desgarradas, aos corações empedernidos pela ignorância, aos homens restringidos a um mísero pedaço de pão. Deus o subsidiará na tarefa de missionário. Uma vez que tu és um soldado de Cristo, cingido pela Espada do Espírito.

Quem ler o seu livro abençoado vai reter o Essencial do essencial, irá descobrir que o pecado não passa de um meandro fictício; certamente, cerceará a erva daninha do egocentrismo, sentir-se-á imerso no córrego do cristianismo.

Amigo, sua poesia é uma chuva de alento para a terra ressequida de um coração desesperançoso. O cristianismo que você propõe, em literatura, é uma forma de driblar as dolências humanas, oportunizar aos incrédulos a chance de transpor os territórios da razão mal-edificada. Mesmo porque a razão mostra-se plebeia quando tenta entender a fé.

Desejo a você, poeta Antonio Costta, os mais verazes votos de realização. Que a obra Poesia Cristã venha ao público, destilando os valores que foram velados pela empiricidade contemporânea."

Newton Hemiliano de Lima
(Poeta e Escritor – Caldas Brandão-PB)

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"Após a prazerosa leitura de três de seus livros anteriores, abro hoje um livro de Antonio Costta com a prévia certeza de aportar em seguro cais. E este rico sentimento me dominou e (con)firmou-se, ao proceder à leitura dos poemas desta Lira dos Quarenta Anos. Senti-me descendo do batel em terras de enlevo, de poesia ululante em seu lirismo, mas sempre com o pé no chão, a raiz firmada no solo que a gerou, o olhar mirado no céu que a inspira: engajada, cívica, humana, cristã em suas variadas nuances.

Depois de quatro livros de poesia, o nobre vate de Pilar e Itabaiana, já senhor de sua maturidade poética, chega com esta Lira ao que eu chamaria de intermezzo de vida e obra: quarenta anos de vida, vinte e dois deles dedicado ao amor à ars poetica. E intermezzo também de sua obra, pois como leitor e editor de poesia, espero que seja este um fulgor a mais no lábaro deste autor cuja virtuosa lira muito ainda tem a oferecer à literatura brasileira.

A simplicidade vivificante com que Antonio executa a invenção máxima de Petrarca, Il sonetto, é sempre adorável. São momentos de reflexões, de vivências e anseios, sonhos e pesares esculpidos em versos singelos, ternos em sua sinceridade, em seu amor cristão, que o leitor encontrará, dispostos nas páginas melodiosas desta nobre Lira."

Sammis Reachers
(Poeta, antologista e editor - São Gonçalo/RJ)

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"Dez, vinte, trinta, quarenta anos de caminhada, apresenta-nos hoje o poeta Antonio Costta. E nesta lida inscreve a sua poesia no seu sudário. Antonio pertence ao gênero daqueles que vaticinam caminhos, os poetas. Aqueles que se comovem e, comovidos, exaltam a sua comoção. O texto que ora tenho a honra de louvar registra as suas experiências. As que acometeram o seu espírito de poeta e pulsam em linguagem nuclear. Em expressão além do mero discurso linear, língua dos espíritos, poesia.

Nessa língua é que desejo homenagear Antonio, permitindo-me traduzir sentimentos. Acreditando que a sua alma, receptáculo de lembranças, sangrou em versos. E a saudade acolheu o líquido rubro. E reminiscências, uma após outra, como um bando de pássaros, rasgaram os céus de um tempo apaixonado e condoído. E pousaram em valhacouto, ao abrigo.

Assim, senhoras e senhores, eu busco sintetizar a "Lira dos quarenta anos" de Antonio Costta (...)"

Astenio Cesar Fernandes
(Da Academia Paraibana de Letras)

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"La madurez de un oficio de vida, una manera epímone de volver con un soneto de alabanza, el imperativo formal de una poética de esperanza salvadora, la estética humanista y un vibrante afán de justicia social. El patrón místico en un marco de convivencia con el grito urbano y la denuncia, una voz cómplice con el pobre y el marginado. El Sermón del Monte, de Jesús, es también como un eco a lo largo del cuerpo de la poesía de Antonio Costta.

En el marco de cuarenta años de celebración de vida, hay también una paralela trayectoria de victoria artística, una denodada entrega resumida en el clásico formato de una selecta agrupación de sonetos cuyo iluminismo es en definitiva, el testimonio y el motivo de un libro para recordar, para reflexionar y celebrar el cierre de un capitulo maravilloso, no solamente de vida, sino de un amanecer a la luz de una verdad superior, el evangelio de una poesía que enseña también el amor de Dios a los humanos."

Osmani Llombart
(Poeta e escritor cubano, residente em Miami – E.U.A)

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"Estimado poeta, quedo encantado con su poesía. La mente, como en um sueño hace icursiones retrospectivas para llevarte a lo más profundamente lírico de la infancia. Felicidades , por tan bellos, encillos y estupendos versos en la feque muchos envidiarían si supiesen el valor que tiene... Sentir y hablar con ese halo celestial.
Un cordial abrazo."

Rafael Zambrano
(Poeta e Escritor - Espanha)

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"Antonio, escribes como todo un pàjaro poeta que ha encontrado de todoen su vuelo a todo el mundo. Ahì queda la constancia de tu vuelo sentimental como el del pàjaro poeta, real, tierno, sencillo, sinningún rebuscamiento, a quien podemos acompañar fácilmente en sus sentimientos, por la claridad con que escribes."

Alma Velázquez de La Moura
(Poetisa e Escritora – Chihuahua – México)

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"Antonio, sinceras tus palabras, seguro que en el cielo su ecollegará. La sinceridad es desde luego cuanto vale y más se aprecia sicuando se compone se logra la belleza del arte. Se nota en tus versos como escribes al detalle cuanto ese sentimiento más primario a tusojos salta a la vista. Siempre honesto eliges con tus palabras,comunicar sencillamente aquello que a la gente más conmueve.
Un placer saludarte."

Luís Pérez
(Poeta e Escritor – Espanha)

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"No deja de resultar sorprendente en estos tiempos en que casi todas las esferas del pensamiento parecen moverse en torno al relativismo más feroz aparezcan hombres de letras que desde el campo de la Poesíase expresen desde convicciones profundas. Hombre de principios inquebrantables, Antonio Costta es un ejemplo claro de poeta entregado a su causa. Su obra pivota en torno a una visión humanista del mundo que le ha tocado vivir y al que sirve con una sensibildad fuera de toda duda. Ejerce una poesia limpia y descontaminada, una poesía destinada allegar al corazón del ser humano mediante instrumentos líricos, enocasiones, muy próximos al misticismo clásico. Una poesía, en fin, que no puede dejar a nadie indiferente pues alcanza la fibra sensible del lector más imperturbable."

Vicente Fernandez-Cortés
(Escritor – San Roque, Espanha)

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"Debo comenzar, amigo Antonio Costta, negando tu afirmación de que eres un poeta aprendiz. Si ello fuera así, aprendices seríamos todos los que llevamos años entregados a este apasionante mundo de la poesía.

A pesar de mis dificultades con el idioma he leído con mucha fluidez "CHUVA DE POESIAS", un libro que no puede dejar a nadie indiferente, con un verbo sublime y una cuidadísima música en las palabras. Es una poesía auténticamente transparente que bebe en el acerbo de los mejores poetas contemporáneos, cuya influencia se deja ver con que refieres a asuntos transcendentes. Es una poesía de luz y de compromiso con los pies en la tierra y la mirada en el cielo."

Vicente Martin
(Poeta e escritor - Espanha)

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"(...) leer con calma tu obra y me ha gustado mucho, por la habilidad que tienes para sacar palabras que adornen tus pensamientos, con una sencillez encomiable y más que nada por ese acendrado amor a tu tierra y ese convencimiento en la palabra de Jesús, con el que coincido plenamente.
Ni que decir tiene que valoro en su justa medida la valentía que muestras destacando a Dios en un buen porcentaje de tus versos, cosa insólita en estos tiempos, donde la moda está en las antípodas, por mor de una progresía bien lejana al progreso.

Hice para la ocasión una décima en endecasílabos, la cual te adjunto, así como este fuerte abrazo.

Te puedo asegurar, Antonio Costta,
que he sentido tan íntimo placer
con la obra que acabo de leer,
que quien haga lo mismo, se arregosta
y volverá a leerla más que aposta,
por ser un fiel dechado de enseñanza,
de bien hacer, belleza y esperanza,
que deja en buen lugar la poesíay
saca a relucir la valentia
de un hombre, por tener buena crianza.

Cristino Vidal Benavente
(Poeta e Escritor – Toledo – Espanha)

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"Grandiosa y mistica tu poesia cuando sale del corazon habla y dibujala pureza del alma".

Yraima Rosalia Paez
(poeta e Escritora - Valencia – Venezuela)

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"(...) voy lentamente recorriendo el sendero vibrante de tu poesía en la que vibra intensamente tu corazón, en ese desandar caminos de nostalgias en esas cuarenta décadas de vida, donde la razón aprieta tu mano y te vuelve a la realidad, desdibujando la imagen de la ilusión para enfrentar la existencia de tu hoy, deshilachando espacios recorridos, buscando verdades, inaugurando dudas del futuro, en el que predomina la figura de los hijos... pero se va ahondando en la espectativa de los tiempos.

Hermosa su poesía con la profundidad de un verdadero poeta."

Teresa Ovejero de Vinciguerra
(Poetisa e escritora – Argentina)

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"Su poesía desarrolla el tema de la trascendencia del poeta, la preocupación por transmitir y heredar lo mejor del ser a las siguentes generaciones. Lo que enaltece toda obra humana.

Abrazo la belleza de la poesía en tu idioma, de la cual eres un digno representante y te felicito de corazón por la edición de tu nuevo libro."

Marlene De La Flor
(Poetisa e Escritora – Peru)

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"Bendito seja aquele que semeia o Amor!

Queridos poetas Antonio Costta (Brasil), Maria Petronilho (Portugal), Alma Velásques de la Mora (México), Cristino Vidal Benavente (Espanha) e Teresa Ovejero de Vinciguerra (Argentina) vocês nos presenteiam com essências e enlevos daqueles que sabem dos gestos, conteúdos e palavras que eternizam o Amor.

Parabéns Poeta Antonio Costta, parabéns Poetas!!"

Vilma Orzari Piva
(Poetisa – São Paulo – Brasil)

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"O amor pede imortalidade" – assim atestou Platão na antiga Grécia. E é exatamente isto, a eternidade do amor, que os poetas que integram esta obra [cada um ao seu estilo] exercitam e defendem, como bem assevera Maria Petronilho: "amar é o ato de Ser, / e Ser É continuar...". Quanto ao modus poetandi dos cinco autores, temos uma agradável e harmônica diversidade que, certamente, arrebatará e transcenderá os leitores em geral.

Todos, enfim, manejando a palavra melodiosa [e o verso] com clareza de espírito e nobreza de caráter, e conferindo dignificantes mensagens poéticas em consonância com as sagradas vibrações da existência.

Por tudo isto (e muito mais) a leitura desta obra torna-se um exercício prazeroso e necessário. Assim, que os nossos olhares cotidianos também sejam balizados pelos horizontes inefáveis destes cinco virtuosos olhares (que compõem esta coletânea poética)... sempre na direção do Amor... Assim seja!"

Rubenio Marcelo
(Poeta e Escritor - Mato Grosso do Sul - Brasil)

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"Todos diferentes, todos iguais, os poemas (sonetos e outras formas) neste território sempre inexplorado são, como diria ainda hoje Shelley, o poeta inglês do romantismo, um Só Poema.

Uma poética própria e uma teologia, derivada dos cânones bíblicos, possui este florilégio. Neste sentido, é que me permito, finalmente, destacar dois versos, respectivamente da portuguesa Maria Petronilho e do brasileiro António Costta:

"Amar é o ato de Ser / e Ser é continuar"
"O amor quando chega traz alegria, traz canção, traz ritmo e poesia"

João Tomaz Parreira
(Poeta e Escritor – Lisboa – Portugal)

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"Que O Poder do Amor se alastre como CHAMA mundo afora e que a sua poesia una todas as pessoas numa só voz e num só coração. Parabéns, Poeta pintor Antonio Costta, por SOPRAR essa CHAMA, com a força do seu talento ímpar e sensibilidade apurada.

Ysolda Cabral
(Poetisa – Recife – Brasil)

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"Costta revela-se um trabalhador da poesia, e mais, um verdadeiro embaixador das nossas melhores letras, fomentando relações culturais com diversos países da América Latina e Europa. Admiro a capacidade incomum desse poeta de resistir ao descaso com que se tratam as artes na província em que vive. Sua fecunda e atilada imaginação, aliada ao desejo de propagar sua obra, acabam por estimular aventuras literárias como esta."

Fábio Mozart
(Poeta e Jornalista – João Pessoa – Brasil)

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"Al entrar en las paginas de este libro [O Poder do Amor], encontraran a su unico habitante "El amor", ese sentimiento que nos permite, unir distancias y borrar dolores (...)

(...) la presente colección de poemas se une con selecto esmero lírico a todas aquellas voces que en diversos idiomas y épocas han aportado su emoción especial y diferenciada a enaltecer el más luminoso de los sentimientos humanos"

Godofredo Oscós Flores
(Poeta, Pintor, Arquiteto - México)

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"Ele se diz ''menino traquino, ajuntador de palavras'' em sua modéstia parnasiana, quando, na verdade, aqui o vejo como um ajuntador de Nações, de grandes Nações, voando, vento afora, as asas poéticas por esses céus do Brasil, de Portugal, do México, da Espanha e da Argentina, em um voo vasto que dá gosto de se ler! Com O Poder do Amor, o nosso conterrâneo, Antonio Costta, vate condoreiro, estreita ainda mais os seus laços com o mundo das letras."

Odir Milanez da Cunha
(Poeta e Escritor – João Pessoa-PB)

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"O poeta Antonio Costta reflete sobre o social na maioria desses poemas. Uma obra de sagrada ira diante das injustiças terrenas e fé no Reino Eterno. Desabafo de uma Pedra é recapitulação dos males crônicos da humanidade. A hipocrisia, o desamor, a injustiça, todo o rosário da miséria humana é a pedra que atravanca o caminho. Cobiça, violência e degradação da vida impedindo que se viva em paz. Entretanto, nunca é demais combater a sombra do mal. E o poeta faz isso com a espada e a pedra angular do seu caráter e de sua fé."

Fábio Mozart
(Poeta, Jornalista e Dramaturgo)

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"Acabo de ler com muito prazer o livro Desabafo de uma Pedra do poeta Antonio Costta. Agradou-me, sobretudo, ver nos seus versos a indignação de uma alma justa e inconformada com o lamentável "desconcerto do mundo", como diria Gustavo Coração. Senti em sua poesia palpitando os problemas sociais de sua terra, e empatizei profundamente quando à abordagem estendeu-se para a natureza humana em geral. Não me restou dúvida de ele que seja um grande homem, atento e compadecido das misérias que nos rodeiam. Tecnicamente, gostei da forma como o livro foi montado, intercalando estilos variados e com numerosa quantidade de sonetos (estilo que, particularmente, tenho predileção). Parabenizo-o pelo livro e pela coragem de externar ao mundo o que lateja dentro de si. Certamente, é um homem que engrandece sua terra."

Luciano Duarte
(Poeta e Escritor – Rio de Janeiro)

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"Da presente obra [Quem Escuta a Voz do Rio?], Antônio Costta evidencia a sua preocupação com o meio ambiente, apresentando em uma linguagem simples, porém de uma grandeza literária indiscutível, uma coletânea de poemas em defesa da natureza. Trata-se de um trabalho literário de conscientização e alerta para os riscos e as consequências indesejáveis, caso não se pare de agredir a natureza e o meio ambiente. Seria de bom alvitre que leitores da obra em referência, ambientalistas e defensores da natureza fizessem uma corrente em busca de meios legais para coibir esses abusos cujas consequências virão, com certeza, porque a natureza sentindo-se agredida, sem correção, cobrará caro por isso e todos pagarão, culpados ou não, o risco é grande e todo ser vivente terá que assumi-lo, é o que frisa o próprio autor, de forma inteligente nos seus poemas.

Antonio Costta é, sem dúvida, um dos grandes poetas da atualidade, suas obras demonstram uma progressão literária marcante, sobretudo no campo poético. Acompanho a trajetória de Antonio desde a composição do HINO OFICIAL DE PILAR- PB, trabalho que construímos juntos, ele como letrista e eu como autor da música e vejo em suas obras a resultante de um artista que está sempre nos surpreendendo com trabalhos dignos de colocá-lo entre os melhores poetas contemporâneos."

José Cosmo de Souza
(Músico e Compositor – Pilar-PB)

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"O Desabafo de uma Pedra de Antonio Costta, traz a ilogicidade conceitual no título da obra, a pedra como metáfora e personificação, presente no desabafo. A pedra é substância da palavra na literatura e na filosofia. Há infinidades de escritores, poetas e filósofos que tangem a pedra de forma conotativa, nos títulos ou nos corpus das obras.

Antonio em O Desabafo de uma Pedra, constrói seus poemas sob a égide da forma fixa da poesia, a combinação de versos, rimas e estrofes. Tal qual a Pedra Bonita de José Lins do Rego e A Pedra do Reino de Ariano Suassuna, escritores que se tornaram universais pintando primeiro suas aldeias, seguindo a máxima de Leon Tolstói, "Se queres ser universal, começa por pintar a tua aldeia", Antonio Costta pinta sua aldeia com os seus versos no movimento do Desabafo de uma Pedra, ao passar por panoramas diversos, até chegar ao rio."

Rafael Vasconcelos
(Poeta e professor de língua portuguesa)

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"Em Poemas pilarenses, o poeta disserta sobre as suas raízes, costumes e discorre também sobre todo o contexto histórico e cultural do nosso Pilar. Afirmo, com absoluta certeza, que Poemas Pilarenses vai muito além do que se propõe uma coletânea poética, nele, o leitor irá encontrar informações valiosas acerca da formação sociocultural da nossa querida cidade. De modo que, à medida que você vai saboreando cada poema, o leitor vai provando um misto de sabores e sentimentos, onde por vezes adocicado como uma jabuticaba, por vezes ácido como uma tangerina. No entanto, o poeta sabe muito bem, dosar o doce com o cítrico, fazendo assim da sua obra, uma receita irresistível onde a mistura de sabores e sentimentos soa como um antídoto a tristeza, uma dose homeopática de alegria. Poemas Pilarenses é uma receita medicinal. E porque não?

Com a narrativa poética que lhe é peculiar, o poeta segue nos surpreendendo. Ser poeta é um dom dado pelo Criador, é uma escola e não se fez em escola. A poesia para mim é um respingo de alma que quebranta no peito, agora imagine, uma chuvarada de poesia para alegrar o coração do todos os leitores? Assim é Poemas Pilarenses.

Evanio Teixeira
(Escritor, Poeta, Membro da Academia de Cordel do Vale do Paraíba – ACVPB)

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"(...) qual a importância da poesia de Antonio Costta? A resposta, talvez nunca seja obtida de forma precisa, primeiro porque eu sei que a história de Antonio, seja como homem, seja como poeta, não caberia em qualquer livro, inclusive de memórias; segundo porque, humildemente, reconheço o fato de que meu conhecimento sobre o nobre poeta pilarense é restrito a apenas uma parcela diminuta de sua vida e obra, mais especificamente, um recorte de duas décadas, o qual remonta desde o momento em que tive o primeiro contato com a sua poesia até o presente livro.

Para se ter ideia da vastidão de sua obra, Poesias e Pensamentos (2022) é o vigésimo sexto livro publicado por Antonio, algo que, por si só, já o colocaria no quadro dos mais excelsior da cultura pilarense, mas seu repertório e importância vão muito além da extensão de sua produção, isso porque, assim como Hesíodo, Homero, Virgílio e tantos outros importantes poetas, Antonio proporcionou e ainda oportuniza a Pilar aquilo que há de mais alusivo à sua origem, desenvolvimento e importância: o hino, texto que, na minha modesta opinião, é a mais bela composição textual pilarense desde obras como Menino de Engenho (1932) e Fogo Morto (1943).

(...)
Se nos debruçarmos sobre a lírica de Antonio, veremos que ela compreende um arcabouço plurissignificativo e que esteia inúmeras questões, demonstrando quão rica e importe é para o panorama da nossa literatura.

O filho de Maria José da Costa Silva (Dona Maria) e Severino Honorato da Silva (Seu Biu de Nô) nunca esqueceu suas origens e sua produção espelha isso desde a primeira obra, Um Juntador de Palavras, publicada no já longínquo ano de 2003, sem deixar que nenhum de seus outros livros escapasse ao registro daquilo que se deixa evidenciar como o mote alicerçante da sua poética, o amor por esta terra, aludida tanto nas muitas menções ao Sítio Chã de Areia, localidade rural em que está situada a casa dos seus pais e onde o poeta morou por muitos anos, como nas incontáveis alusões à parte urbana do município. Nesse ponto, torna-se imprescindível indicar a leitura de No Chão da Memória (2016), volume que contém um breve comentário, orgulhosamente, escrito por mim, o qual transcrevo a seguir, pois acredito definir bem o escopo da obra: "No Chão da Memória não é apenas um livro de recordações, mas um corolário de tudo que há de melhor na literatura do já consumado poeta, acrescido de um novo elemento, a prosa, algo que deixa evidente uma das mais notáveis características do "Juntador de Palavras", o poder de se reinventar a cada nova obra publicada".
No que tange à sua lírica religiosa, Antonio pode ser considerado um dos poucos poetas, no cenário literário paraibano, que ainda fazem de Deus e da fé elementos não apenas passageiros, mas centrais no seu cálamo. Um fato axiomático dessa afirmação está expresso nesta antologia, onde são realizadas quase cem referências ao Criador, o que torna inviável qualquer tentativa de aludir um ou outro texto que melhor destaque essa sagrada presença na poesia do escritor. (...)

Poesias e Pensamentos (2022) é um livro que marca os cinquenta anos da vida daquele que, aos meus olhos, é o maior poeta pilarense. Não afirmo isso sob o efeito de qualquer provincianismo, já que sou avesso a elogios protocolares, e sim porque conheço a obra do poeta para além da vastidão. (...)"

Frederico Lima
(Escritor, psicanalista, doutorando em Letras pela Universidade Federal da Paraíba.)

ESCRITO POR Antonio Costta 15 K leituras
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