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Reverência surda

Um "bom dia" sem áudio, sem som

Dublando em teu silêncio evasivo

Diante desse meu ato indeciso

Cuspindo o teu gloss, o teu batom

Um cumprimento sem timbre, sem tom

Cadenciando o teu desejo incisivo

Perante esse meu olhar abrasivo

Desejando aquele ausente tão bom

Foste tu silenciosa apenas, não rude

Driblando o óbvio – lábios umedecidos

Rebuscando breves momentos esquecidos

Relembrados agora com essa atitude

Aproveito minha companhia – solitude

Que tenhas um "bom dia" com som!

No teu silêncio, ponderar, foi o que pude

E assim esquecer teu gloss e teu batom.

ESCRITO POR Majal-San Majal-San 20 K leituras
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