Reverência surda
Um "bom dia" sem áudio, sem som
Dublando em teu silêncio evasivo
Diante desse meu ato indeciso
Cuspindo o teu gloss, o teu batom
Um cumprimento sem timbre, sem tom
Cadenciando o teu desejo incisivo
Perante esse meu olhar abrasivo
Desejando aquele ausente tão bom
Foste tu silenciosa apenas, não rude
Driblando o óbvio – lábios umedecidos
Rebuscando breves momentos esquecidos
Relembrados agora com essa atitude
Aproveito minha companhia – solitude
Que tenhas um "bom dia" com som!
No teu silêncio, ponderar, foi o que pude
E assim esquecer teu gloss e teu batom.
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