Adeus!
Estás partindo minha flor de pedra...
Os teus espinhos não me acariciam mais,
A tua partida brusca provoca minha queda,
Mas a minha poesia silencia os meus ais.
Viagem insana meu áspero orvalho!
A tua sequidão não me aquece mais,
No meu caminho torto não tenho o atalho,
E minha nau esperançosa enferrujou no cais.
Nas pétalas esqueceste o teu verso preferido,
Em tua despedida o meu gesto louco,
Nos espinhos o meu sangue esquecido.
No meu caminho torto lembro a marca explosiva,
Em tua despedida esse meu grito rouco,
No cais os meus ais na ferrugem corrosiva.
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