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A HISTÓRIA DO ENGENHO COITÉ DA CIDADE DE SÃO MIGUEL DOS CAMPOS - ALAGOAS

A HISTÓRIA DO ENGENHO COITÉ DA CIDADE DE SÃO MIGUEL DOS CAMPOS - ALAGOAS
O antigo engenho Coité foi um lugar muito importante na história da nossa região. Ele foi construído às margens do rio São Miguel e tem uma história que nos ensina sobre o passado.

O engenho recebeu o nome de Coité porque na área havia muitas plantações dessa planta. O coité é uma planta que se usava para fazer utensílios e tinha um papel importante na cultura local.

O engenho pertencia a um português e foi comprado por Marcos José Antônio da Rocha e Silva, que acabara de chegar ao Brasil vindo de Portugal. Marcos José Antônio da Rocha e Silva chegou à vila de São Miguel em 1856, com vinte anos de idade, inspirado por amigos e familiares que já moravam lá.

Depois de remontar o engenho, Marcos José Antônio da Rocha e Silva se casou com Hermezinda da Rocha, uma mulher da vila. O clima da região era ótimo para plantar cana de açúcar e outras culturas. Além disso, ele tratava seus escravos com respeito, o que era uma atitude diferente para a época.

Anos depois, ele tomou conhecimento através dos familiares de Ana Lins, que uma filha de um escravo do engenho na Revolução Pernambuca em 1817, cortou o cabelo, vistiu-se de homem e alistou-se na tropa portuguesa para combater contra os senhores de engenhos, infelizmente, foi descoberto que não era homem e sim uma mulher, por nome de Rosa Gentio da Costa. Rosa foi presa e torturada, morreu, mas não revelou o nome do engenho em que vivia e nem para quem trabalhava. Na verdade, Rosa era uma espiã.

Marcos José Antônio da Rocha e Silva também contribuiu com a cultura de São Miguel dos Campos, doado para Igreja de Nossa Senhora do Ó um relógio, que foi instalado na torre direita da igreja em 1914, nesta época, a igreja só tinha uma torre.

Marcos José Antônio da Rocha e Silva também chamado de coronel, antes de falecer, foi até um cartório da cidade e fez um testamento com os seguintes dizeres: "Depois que eu morrer! Ninguém da família poderá vender às terras do Coité, elas ficaram para filhos e netos". Seu filho José Marcos da Rocha cumpriu a promessa do pai até o último dia de vida, ele faleceu em 1946. O coronel também era pai do médico Antônio Leocádio da Rocha e Silva, que foi acionista e dono da Companhia de Tecelagem e Tecidos Vera Cruz.

Depois da morte de José Marcos da Rocha, alguns membros da família venderam partes das terras para terceiros, acabando assim, a promessa e o sonho do coronel.

A história do engenho Coité nos mostra como a agricultura e a convivência entre as pessoas eram importantes para a vida naquela época. É uma parte valiosa da nossa história que devemos lembrar.

* Texto Escrito Por Ernande Bezerra de Moura

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