SONETO DO TEMPO
O Tempo passa e eu lamento
Deixando as marcas no que se consome
Cai a tarde, a luz do céu some
Fica o vazio no meu pensamento.
Vivo esta saudade como o vento,
No peito sopra uma dor
Que não se resume
Do antigo banzo surge o velho ciúme.
Distante da terra, chão de outra memória,
Onde foi a raíz da vida plantada
Chora a minha a perda desta minha história.
A cinza do passado está guardada.
E a vida segue a rota inglória.
O tempo passa, a saudade vira nada.
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