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SONETO DO TEMPO

O Tempo passa e eu lamento

Deixando as marcas no que se consome

Cai a tarde, a luz do céu some

Fica o vazio no meu pensamento.

Vivo esta saudade como o vento,

No peito sopra uma dor

Que não se resume

Do antigo banzo surge o velho ciúme.

Distante da terra, chão de outra memória,

Onde foi a raíz da vida plantada

Chora a minha a perda desta minha história.

A cinza do passado está guardada.

E a vida segue a rota inglória.

O tempo passa, a saudade vira nada.

ESCRITO POR Nilton Santos 1.16 M leituras
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