Olho incompleto
E o olhar ausenta-se nas madrugadas
Fixo na parede mata-me cruelmente,
Linhas em grafite bem traçadas,
Porém, o olho fita-me constantemente.
Os olhares não se encontram – Que saudade!
Digitais se apagaram – só lamento.
Só os riscos na parede – Que maldade!
E o olho que me observa tão atento.
Nas madrugadas aquele olhar ausente
Retorcerá a seta já cravada
Irremissível no peito do indigente.
A inércia na superfície fixada
Torna imóvel esse corpo inaparente
Que para o olho já não vale nada.
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