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Olho incompleto

E o olhar ausenta-se nas madrugadas

Fixo na parede mata-me cruelmente,

Linhas em grafite bem traçadas,

Porém, o olho fita-me constantemente.

Os olhares não se encontram – Que saudade!

Digitais se apagaram – só lamento.

Só os riscos na parede – Que maldade!

E o olho que me observa tão atento.

Nas madrugadas aquele olhar ausente

Retorcerá a seta já cravada

Irremissível no peito do indigente.

A inércia na superfície fixada

Torna imóvel esse corpo inaparente

Que para o olho já não vale nada.


ESCRITO POR Majal-San Majal-San 19 K leituras
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