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Emaranhado azulado

Nessa poesia, eu conto sobre esse mundo lindo e desbravado que é ao deixar-se livre.

Ah, quem me dera voar sem asas, cobrir-me de ventos

Correr nos longes campos, e quando olhar para os lados, ser tonteado

Tonteado de uma bravura singela, sem terror

Pois, o que importa é apenas o amor

E enquanto percorro o infinito horizonte

Minha voz ecoa tão meiga e discreta, é que ela quer gritar...

Mas gritar não de medo, não! De emoção

Pois quando eu fui, eu era espinhos, e quando voltei, um jardim florido

Em minha volta fui despido, minhas carnes arrancadas

Em breve um reflexo de dor, fui curado, pelo doce esplendor

Veja a simples beleza, ela encanta meu olhar

É um beijo, é um afago, é o fogo do luar

Olhe o céu, olhe as estrelas, elas dançam no ritmo flamejante

E em cada tom falante, se reverbera de um azul inebriante

O finito se torna infinito, sou cegado pelo doce salgado

Ah meu deus, como é lindo, esse mundo desbravado.

ESCRITO POR Bruno Nascimento Um texto
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