Emaranhado azulado
Ah, quem me dera voar sem asas, cobrir-me de ventos
Correr nos longes campos, e quando olhar para os lados, ser tonteado
Tonteado de uma bravura singela, sem terror
Pois, o que importa é apenas o amor
E enquanto percorro o infinito horizonte
Minha voz ecoa tão meiga e discreta, é que ela quer gritar...
Mas gritar não de medo, não! De emoção
Pois quando eu fui, eu era espinhos, e quando voltei, um jardim florido
Em minha volta fui despido, minhas carnes arrancadas
Em breve um reflexo de dor, fui curado, pelo doce esplendor
Veja a simples beleza, ela encanta meu olhar
É um beijo, é um afago, é o fogo do luar
Olhe o céu, olhe as estrelas, elas dançam no ritmo flamejante
E em cada tom falante, se reverbera de um azul inebriante
O finito se torna infinito, sou cegado pelo doce salgado
Ah meu deus, como é lindo, esse mundo desbravado.
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