A entrega que ninguém pediu
Acredito que, no fim, eu sou feito disso: de sentir até transbordar, de pensar até me perder nos próprios pensamentos, de esperar mesmo quando o coração já está cansado. Sou feito de detalhes que quase ninguém percebe, de sentimentos que nem sempre consigo explicar e de um carinho que, muitas vezes, ofereço sem saber se haverá reciprocidade.
Sou a intensidade disfarçada de silêncio, o cuidado escondido em pequenos gestos, a saudade que chega sem avisar e a esperança que insiste em ficar, mesmo quando tudo parece dizer para ir embora.
Sou a entrega que ninguém pediu, o amor que não sabe ser pela metade e esse coração que, mesmo depois de tantas vezes se sentir demais, ainda escolhe sentir.
Talvez esse seja meu jeito de existir: inteiro demais em um mundo que, tantas vezes, só sabe receber pela metade.
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