Fazer poesia
Fazer poesia é dar um significado
aos alaridos mudos da mente
num pulular infinito de emoções
expressas em letras num papel qualquer
É dizer o inaudito, o ininteligível
que incapacita o senso comum
de, simplesmente, sentir ou abstrair
o extraído das fibras vibrantes do coração
É harmonizar-se, pleno de vida,
com o esplêndido universo de Deus
recriando um mundo inédito, peculiar
que os olhos dispersos, apáticos,
dos tantos transeuntes, olham e não vêem
Fazer poesia é adentrar num estado de êxtase
é ouvir–se a si mesmo
e criar novos e belos acordes
para a dança dinâmica da vida
Simone Moura e Mendes
(Poesia do livro Eu mesma...nua)
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