O Presente: um egocêntrico companheiro
Ao léu, ao rés do chão
sublimadas, sepultadas
deixei as lembranças áridas
larguei as pregressas imagens ácidas
a vida me entrega o presente
- um egocêntrico companheiro
Durmo sob as estrelas
no chão salpicadas
onde me deito refastelada
minha alma é hidratada pelo mar
e a lua radiosa faz-me serenatas
Acordo na cálida manhã
com o corpo pincelado de sol
e perfumado de primavera
faço o meu real das quimeras
- o sal da minha existência
Um salto para a vida!
não vagueio entre o não e o nada
o mundo é meu prumo, minha estrada
por onde sigo plácida
e a alma encharcada de amor e poesia
Simone Moura e Mendes
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