poesia barroca ou plágio gregoriano
“Meu Deus, que estais pendente em um madeiro”,
a Ti não sei mentir o que temo e quero,
de Ti não sei esconder o que desejo e espero.
A Ti, oh! Deus divino, o meu sofrer por inteiro.
Aprendi a olhar-Te, através do grande poeta;
aprendi a amar-Te, com louvor e afinco
e hoje sou outro, sou forte, sou fibra, sou zinco,
pois houve um dia Gregório, trovador de glória completa.
Perdoai, oh! Deus, esse meu plagiar
pois bem sei que a de Matos não se pode igualar.
Mas, mesmo assim, com minhas turvas ideias na mente a sapatear
“espero em vosso amor de me salvar”.
Penélope SS
09/09/07 23h:58
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