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Quem vestirá estas memórias

 

Todos os dias

Ela pendurava as suas memórias

Num varal improvisado

Uma e outra recordação suspensa

Por pregadores imaginários

Cada lembrança de uma cor diferente

A cada lembrança uma nova lágrima

E era só isso o que havia de novo

Era tudo repetido o que sobrava

No cheiro e na textura

A imensa saudade…

Como pode ser assim a vida,

Separar assim, de repente

Sem despedidas, nem nada…?

Sempre cedo, nunca tarde…

Ela chora e se pergunta:

Quem vestirá essas memórias,

Pelo que resta da eternidade?

ESCRITO POR Renan Silva 28 K leituras
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