Tema Acessibilidade

Prosa Poética Perdida

     O meu vinho não me aquece, não está quente. O meu vinho não me acalma, não me esfria, não está gelado. Esse vinho não me faz esquecer (ou não quero esquecer?), ou tenho que esquecer? Esse vinho não me faz lembrar, pois permanece desde o início nessa minha mente fraca (ou quero que permaneça?), a tal lembrança, muitas lembranças – teus toques e retoques – teus lances e relances – meu(s) prazer(es) e desprazer(es)...

     A minha fumaça não flutua, essa fumaça não, não é minha nem é tua. Um dia as espirais me inspiraram, inspiração insana. A nicotina (minha segunda menina) está aqui, permanece aqui – não me abandona (a outra me abandonou) – menina má. Vou tentar dormir, talvez consiga ou a poesia me persiga, ou tu dirás: “Poeta, siga! Pois, já parei”.

     Adeus! Pois, “Deus dará!”.

 

ESCRITO POR Majal-San 309 K leituras
159 textos
Direitos Autorais

© 2012. Todos os direitos reservados ao autor. É proibido copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas ou utilizar comercialmente esta obra sem autorização expressa do autor.

2 K leituras
Classificação de conteúdo:
Indefinido

Publicado
Denunciar conteúdo
Este conteúdo foi publicado por um autor da plataforma e é de sua responsabilidade. Ele deve respeitar a Política de Conteúdo do Portal Escritores. Caso identifique alguma violação, utilize o Fale Conosco.

Comentários


Mais textos deste autor

Crônicas

Ensaio

           Assim que os ponteiros se encontraram, naquele final de noite, Manoel saía de casa (era um... [Continue lendo.]
Publicado
Poesias

Balança

  Tua língua Meu signo Teu plural Meu singular            O significado          Meu sangue... [Continue lendo.]
Publicado