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A Augusto sem anjos

Passa-me agora o pôr-do-sol

Que outrora me fugia

Entre o outono e a maresia

A rosa do primeiro arrebol

 

E como fogo cintilante

Espalha-se um ar berrante

Pela primavera tão formosa

Que se perde nesta manhã escabrosa

 

Não resta do que plantei

Nem um quê de vida

Acaso o que desejei

Apodreceu em vez prometida

 

Pois que tudo deu enfim

Neste longo canteiro infértil

Sendo que apenas o capim

Vegeta neste chão infecto

 

ESCRITO POR Marlon Silva 16 K leituras
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