A Augusto sem anjos
Passa-me agora o pôr-do-sol
Que outrora me fugia
Entre o outono e a maresia
A rosa do primeiro arrebol
E como fogo cintilante
Espalha-se um ar berrante
Pela primavera tão formosa
Que se perde nesta manhã escabrosa
Não resta do que plantei
Nem um quê de vida
Acaso o que desejei
Apodreceu em vez prometida
Pois que tudo deu enfim
Neste longo canteiro infértil
Sendo que apenas o capim
Vegeta neste chão infecto
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