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Indubitável

Andar por ruas de difícil trajeto 

Provar o fruto dilacerado

Galgar montanhas altas pra ver

Sinestesia no alvorecer.

 

Tempestades aprisionam meu eu,

À margem intrépido tempo seu.

 

Olhos vermelhos de contemplação

Destilam o sal da negação?

A penumbra da noite, vazio.

Poemas uivados em desvario...

 

Tateando o orvalho da flor

À flor, cantos líricos de um condor!

 

O ‘C’ dos braços soltos ao vento

Antiquado esboço de um pensamento

Vozes, essa multidão

Constata a ausência, solidão...

 

T empo retrógado. Toca céu a luz da lua!

Amontoados dissipam, em sonhos fluam.

ESCRITO POR Juliana Cardoso 24 K leituras
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