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Antes, vazio, depois

Nas luzes que iluminam

A rara vegetação sob o orvalho,

Imagino os teus olhos

Brilhando diante da minha paralisação.

 

No silêncio de todas as madrugadas

Sob minha poesia inesgotável,

Imagino a tua voz

Indagando minha interrogação.

 

Na brisa do despertar matinal

Sobre minha face cansada,

Imagino as tuas mãos

Impedindo minha ação.

 

No barulho do dia agitado

Entre pessoas e máquinas,

Imagino o humano que deverei ser

Diante do inesperado “não”.

 

Nas luzes, no silêncio, na brisa,

Sob o breu, o barulho, o sol,

Imagino e desejo para sempre

Segurar ou tocar a tua mão.

 

                           

                   

ESCRITO POR Majal-San 309 K leituras
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