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De tal certo modo

De tal certo modo

Não há como enganar-me.
De tal certo modo.
Inteligência e sagacidade.
Burrice e cumplicidade.

Cânticos e louvores.
Um olhar de dúvida ou raiva?
Seriamente impaciente.
E o fogo queima-me devagar.

Um ponto de loucura ali perto.
Manhas e um cuidado excessivo.
Desejo-lhe completamente minha.
Desejo-lhe.

Um abraço parabólico.
De tal certo modo.
Um olhar de dúvida ou raiva?
Sem exatidão e perplexidade.

Susto e carinhos.
Um beijo nojento.
Uma raiva inexplicável!
Silêncio!

Deixa-me ficar quieto.
Silêncio!
Quieto e sem ação.
Perfumes em meio a fumaça.

Palmas!
Parece o inicio novamente.
Eu quero o fim.
De tal certo modo, de tal certo modo.

ESCRITO POR Luiz Bomfim 22 K leituras
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