A duplicidade que não quero.
A manga da camisa
não me dar água na boca,
a pasta da cocaína não
me serve para escovar os dentes,
a pobre da passarinha do boi
não namora meu bem-ti-vi,
já não será do meu feitio
engolir o que mastigado foi.
Se a duplicidade das palavras
fosse mera fantasia,
talves a cana da cachaça
não faria parte do meu passado.
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Somos seres dualistas. Estamos sempre no isto ou aquilo (emprestado de Cecília). Há momentos que a manga está no pé outras não e a vida segue. Entre tantas, as melhores devem ser escolhidas.