Soneto do poder dizer
Um olhar é o bastante
Para que, por instante,
Eu pense sem entender
O que me leva a ver.
Quando ele vem de ti
E chega até a mim,
No rosto, vem-me a cor
E fico sem saber se vou.
E com todo este ardor,
Vivo agora sem saber
Que verso, na hora, por
Hora esta que vou ferver
Sem o porquê conhecer
Para poder então te dizer.
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