O reencontro
Se o que for é ciência que se encaminha
Se o que acalma é fruto de todos os anos
Se tantos padecem outrora como insanos
Namoro-te sem ter-te, sem que seja minha
Se o mundo sem motivo gira e se alinha
Em círculos, em nosso ser e no que somos
Na eterna direção que sequer avistamos
Está o perfeito amor e o que não se tinha
Se nosso dever nos chama e claro persiste
Em tudo que ganha, sustenta grandeza
Em tudo que rege, o universo assiste
Quem esquece bem ou a dor despreza
Quem dá o que tem e o que não existe
Quem vê no amor a sua própria fortaleza
Victor Lima
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