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Os teus (Flor da Sibéria)

Teus, esses caprichos de olhar ladeado

Sem indícios, de não, de sim ou metade

Que no sonho carece a eterna realidade

Tens no fundo medo de não ter cuidado

 

Tu calada enfim e teu dente cerrado

O teu crer era a tua veracidade

Tu conseguiste a tua serenidade

Teu argumento certeiro, mas aluado 

 

Tu és de novo mulher, carne, moça séria

Tu és propósito, e não simples cobaia

Traduzindo o teu penar a tua matéria 

 

Tu és assunto distinto, algo que descontraia

Coração de cheiro frio, flor da Sibéria

Quem, agora imortal, escapa de outra tocaia

 

Victor Lima

ESCRITO POR Victor Lima 26 K leituras
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