Tema Acessibilidade

Rotina

São cinco da matina; então acordo,

Preso ao meu leito, não quero me levantar,

A diáfana luz translúcida do astro rei;

O peso do meu corpo me impede até de pensar

Que futuro me é reservado? Não sei!

O terreno incerto do meu caminho espero e acredito,

Que derramarei sangue, suor e lágrimas pelas chagas do Cristo.

 

Andando triste, chego a um enclausurado,

Lugar parecido com um féretro

Âmago meu perdido, abandonado,

Imerso em tristeza a felicidade espero;

Sou perseguido por macilento ditador

Que me corrói a alegria e saúde; me sinto assim amiúde.

 

Caminhando em escaldante senda,

Volto a casa, enfraquecido pelo sol,

Psicologicamente destruído feito o mol,

Por último vou à escola construir o meu futuro,

Mesmo que tenha de percorrer pelo caminho mais duro.

 

Acordo no dia seguinte, as cinco da matina,

Já estou cansado desta minha rotina.

TALVANES FAUSTINO 

ESCRITO POR Talvanes Faustino 27 K leituras
11 textos
Direitos Autorais

© 2016. Todos os direitos reservados ao autor. É proibido copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas ou utilizar comercialmente esta obra sem autorização expressa do autor.

2 K leituras
Classificação de conteúdo:
Indefinido

Publicado
Denunciar conteúdo
Este conteúdo foi publicado por um autor da plataforma e é de sua responsabilidade. Ele deve respeitar a Política de Conteúdo do Portal Escritores. Caso identifique alguma violação, utilize o Fale Conosco.

Comentários


Mais textos deste autor

Poesias

Naiade

Bebi vinho na taça, Plástica de uma serpente Venenosa e podre caráter, Escorria do seu olhar e dentes.   Que a... [Continue lendo.]
Publicado
Poesias

Atrapalhado

  Eu sempre caminhoA errar,Ela sempre tem de ouvirMinha falha perdoar. Ouço, mas não digoFalo, mas não... [Continue lendo.]
Publicado
Poesias

Veneno

Eu gosto do veneno Que mesmo sabendo  Que isso vai me levar à morte  Não escapo ao meu intento  E ao mesmo... [Continue lendo.]
Publicado