Veneno
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Eu gosto do veneno
Que mesmo sabendo
Que isso vai me levar à morte
Não escapo ao meu intento
E ao mesmo tempo rindo
Da minha desgraçada sorte.
Eu tenho de dizer a mim mesmo:
“Que não gosto do ópio”
Quero me livrar, mas na primeira oportunidade
Rendo-me sem questionar e me vejo
Pela última vez nos teus braços!
Ou quem sabe
Até a próxima chance de te ver e sofrer.
Talvanes Faustino
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