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Naiade

Bebi vinho na taça,

Plástica de uma serpente

Venenosa e podre caráter,

Escorria do seu olhar e dentes.

 

Que a vingança do inferno!

Cozinhe lhe o coração,

Não creio mais em nenhuma palavra,

Que lhe saia à boca da putrefação.

 

Ignóbil tola e perfídia,

Do céu lhe caia a desgraça!

Não se faça dirimente,

Tua pífia carcaça.

 

Por fim que te vire as costas

A tua doce irmã,

Que traíste e morra;

Sem conhecer o perdão do teu afã.

 

TALVANES FAUSTINO

 

Riacho doce 03 de janeiro de 2016

 

ESCRITO POR Talvanes Faustino 27 K leituras
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