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OS LAMPARÕES

Lamparão ! centelhas ! queimada e fumaça!
E lá vinha o carro-de-boi mais uma vez carregado.
Era o Negro Tião com a cana e o foiçado,
Num trabalho escravo, em verdadeira desgraça.

Doce, doce mesmo, era o nobre Barão...
Com silhueta de patrão “respeitado”, 
Mas numa forma de “lamparão” transformado,
Incendiava a senzala... e... ficava calado!. 

-Lamparão, lamparão, lamparão!!!
A fazenda, em clarão forte ,brilhava,
Era a Casa de Engenhos indo ao chão,
Em incêndio... de revolta escrava !

Eram os lamparões da fazenda...

ESCRITO POR Andre Pinto 137 K leituras
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