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O odor forte da hipocrisia

Penetra (fulminante)mente as minhas narinas.

Seres robotizados sentam, levantam, sentam,

Cantam, repetem, calam, ouvem,

Prometem, não cumprem.

 

Alguns, pacientes, esperam

O término da celebração – o orador não cala.

 

Alguns, impacientes, esperam

Os petiscos, a cevada, o álcool – não vêm.

 

O cisco da bondade efêmera

Penetra, cortante, os meus olhos.

Seres robotizados perdoam e se emocionam,

Têm esperanças – quem sabe realizações?

 

Seres que rezam pela paz

E difamam o vizinho.

Seres que rezam pela paz

E ao mesmo tempo me observam.

 

O que veem? Não sei! Amém!

 

                            

ESCRITO POR Majal-San 309 K leituras
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