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Soneto impertinente

 

 

O teu querer tão diferente

Nossos instantes tão dispersos

O meu apelo insuficiente

E eu perdido nesse universo

 

Minha solidão é emergente

A decepção – o insucesso

Minha tentativa incoerente

Contradição – tu és o inverso

 

Esse teu “não” tão convincente

Sem palavras, sem sinais – nenhum gesto

E o meu desejar tão inerente

 

Esse teu “calar” tão insistente

Sem palavras, sem sinais – sem o resto

E aqui esse soneto impertinente.

ESCRITO POR Majal-San 309 K leituras
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