Soneto impertinente
O teu querer tão diferente
Nossos instantes tão dispersos
O meu apelo insuficiente
E eu perdido nesse universo
Minha solidão é emergente
A decepção – o insucesso
Minha tentativa incoerente
Contradição – tu és o inverso
Esse teu “não” tão convincente
Sem palavras, sem sinais – nenhum gesto
E o meu desejar tão inerente
Esse teu “calar” tão insistente
Sem palavras, sem sinais – sem o resto
E aqui esse soneto impertinente.
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