Destino
No céu, brilha bela estrela
O mel trilha meu consorte
No alvéu, à escotilha, a vê-la
Ó bel! Me esmerilha a sorte!
Ao fim, distante ao meu lar
Em mim, constante, o vigor
De enfim, adiante escutar
O sim, inquietante ao ardor!
Eu só, indefeso, vou à fonte
De nó assaz teso à esperança
Sem dó, a algum peso que afronte
Ao pó, irei ileso à vingança!
Ao meu ansejo, reina a dúvida
Ao teu ensejo, o amedrontar
Ora eu prevejo morte súbita,
Ou meu desejo dar-se-á!
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