Permita-me Chorar
Deixa chover.
Eu vou sobreviver!
Os grãos de areia recolhem meu pranto,
E em soluços me espanto
Lendo o que me dissestes.
As maçãs da minha face são testemunhas...
Quando me feristes com a arma que empunhas.
Dilacerando sem compaixão
Meu coração
Que não teve o suficiente de ti.
Até ontem estavas aqui,
Se deleitando numa paixão
E num surto de emoção
Lançastes a tua promessa no esquecimento.
Sabotando a si mesma em tormentos
E deprimido tive que optar
Por recolher o meu direito de chorar...
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