Amarga Refeição
Sordidos e incalculáveis são os momentos,
Quando experimenta-se o terror
Da crueldade dos teus sentimentos
Envoltos em curvas de dor.
Vazio não me permito,
Usar minha boca para mentir
Mas estes ouvidos sangram, admito!
Enquanto tu estás a sorrir.
A vingança que te liberta, inflama.
E minh'alma em prantos derrama,
O suor salgado dos meus olhos...
Que escorrem como uma nascente
E no silêncio você consente
Com o sabor do meu prato de ódio.
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