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Languidez

Não há propósito, apenas estagnação e vazio.
Em uma caneca, meia dose de café,
enquanto isso a minha descrença sobe às bordas.
Flutuo transitoriamente num estado apático, sem fé,
acreditando na impossibilidade
de reter algo de bom…
É nítido o excesso de sobriedade,
pois vivo no poço de um nada irresoluto.
Sim, é como se estivesse de luto!
Porém, sem choro, sem consolo, sem caixão.
Enterrado a um simples aperto de mão,
como se todas aquelas saliências
fossem meros flash de um passado equidistante.
Agora não me sobrou mais nada,
até aquela casa vazia não me pertence mais
e sem a "casa vazia" resta apenas este vazio…
Ambíguo, insalubre, temeroso.
ESCRITO POR Ramon Silva 54 K leituras
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