Sou Insignificante
Atesto em dizer
O quão minímo sou
Minhas linhas reduzidas ao desinteresse de tudo que passou...
Insisto!
Mas vivo o escasso,
Pois toda nossa hitória se resume a borrões e traços
Da insuficiência dos meus laços.
Disfarço, Desfaço!
Até me sentir reduzido.
Afinal, todos os meus atos são fingidos
E todos os meus sentidos
São baseados na irrisoriedade de não poder sentir,
Não poder agir,
E no ato de fugir,
Me destruir.
Atuando como atua um desprezível,
Cheirando como cheira um insensível,
Vivendo como vive um invisível.
Enfim, sou apenas um amante.
Um ser insignificante!
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