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Cego negro insano

Sob essa imensidão azul

Perambula um preto maluco

Rodeado por um colorido mutável;

Seus olhos negros só veem o cinza.

Nada claro nessa doida confusão,

O obscuro dessa vida imprevisível

Confunde os fatos, as cores – ilusão;

Os olhos negros nada veem – só o cinza.

Mete-se no breu o louco preto indeciso,

Perde-se o azul do firmamento;

Os olhos negros nada veem – nem o cinza.

Agora sob a imensidão não mais azul,

Imóvel encontra-se aquele insano

Rodeado por germes a devorá-lo.

ESCRITO POR Majal-San Majal-San 14 K leituras
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