À sombra da morte
Sentado à sombra dessa árvore
Sentindo à face o vento frio
E as folhas secas ao corpo úmido
O som do vento e o meu assovio.
À minha mente uma canção é triste
O corpo trêmulo – lembrança vaga
Papéis amassados – rascunho vil
E essa sombra que não se apaga.
Uma folha verde pego e leio
O teu nome encontra-se ali
Uma página branca pego e rasgo
Um poema surgiria pra ti.
As folhas secas caem e logo partem
As folhas verdes extraio e amasso
A página branca amasso em branco
E o corpo trêmulo nesse espaço.
Espaço minúsculo para uma enorme solidão
Presença apenas do vento na face
Espaço longo para sonhar com um "não"
Presença apenas do poema que nasce.
© 2026. Todos os direitos reservados ao autor. É proibido copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas ou utilizar comercialmente esta obra sem autorização expressa do autor.
Classificação de conteúdo:
Publicado

Comentários