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À sombra da morte

Sentado à sombra dessa árvore

Sentindo à face o vento frio

E as folhas secas ao corpo úmido

O som do vento e o meu assovio.

À minha mente uma canção é triste

O corpo trêmulo – lembrança vaga

Papéis amassados – rascunho vil

E essa sombra que não se apaga.

Uma folha verde pego e leio

O teu nome encontra-se ali

Uma página branca pego e rasgo

Um poema surgiria pra ti.

As folhas secas caem e logo partem

As folhas verdes extraio e amasso

A página branca amasso em branco

E o corpo trêmulo nesse espaço.

Espaço minúsculo para uma enorme solidão

Presença apenas do vento na face

Espaço longo para sonhar com um "não"

Presença apenas do poema que nasce.

ESCRITO POR Majal-San Majal-San 11 K leituras
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