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A PERTINÁCIA CONTRA A AMBIÇÃO

Surge do imaginário inocente, nasce da ainda não trabalhada mente um ser fantástico. Será real esse ser estupendo? O certo é que passeia na imaginação infantil e fértil de um outro ser. Seicilan é um garoto ativo, realizador e vive na utopia de uma criança. A bela criança que atende por Bela viaja intimamente em um quase interminável silêncio, mas, quando dirigidas a si algumas palavras, ela menciona o nome de seu amiguinho e conta aventuras maravilhosas vividas com o tenaz Seicilan.

Quando o sol esmorece e esconde-se entre algumas montanhas no horizonte já é final de tarde. Faz-se presente um lindo cavalo branco, crina eriçada, com arreios resplandecentes, e sobre esse cavalo um menino numa armadura dourada. Cavalgando por entre os campos de girassóis com destino ao grande castelo. Lá está o seu objetivo, naquele final de tarde fria. Uma dama, pequenina dama encontra-se em apuros, Seicilan ouvira estridente seu grito de socorro. Bruxas cegas, porém, malvadas mantêm em cativeiro uma inocente criatura. Apenas por perversidade privam aquela pequenina de sentir a brisa, os raios solares, o poético luar, tudo o que significa liberdade.

O castelo é rodeado por guarnições fortes e adultas, armadas e estratégicas, cruéis e intransponíveis. E agora? O que fará o herói de Bela? Seicilan, diante de toda dificuldade, volta ao seu velho rancho e consulta o seu mestre, o ancião feiticeiro.

−Mestre, é impossível para um único guerreiro invadir aquele castelo. -Profere Seicilan, decepcionado.

−Para um obstinado nada é impossível. −Retruca o feiticeiro.

O mestre toma em suas trêmulas mãos um recipiente contendo um líquido poderoso e explica ao garoto o que deve ser feito. Ele sobe em seu cavalo e retorna ao castelo. Chegando em frente à guarda principal, diante do enorme portão ele grita:

−Atenção respeitáveis guardiões! Atenção! A rainha promoveu uma grande competição. O vencedor será o herdeiro da coroa. −A rainha era uma velha senhora, solitária, à beira da morte e possuidora da maior parte de terras daquele lugar e Seicilan um garoto no qual todos depositavam total confiança.

−Qual será a prova? −Perguntou ansioso o comandante da guarda.

−Natação. Aquele que chegar primeiro à outra extremidade do rio será o vencedor e futuro rei. −Todos se preparam e partem a nadar. O garoto havia colocado o potente líquido sonífero nas águas do rio, assim que atravessam todos caem em roncos profundos.

Com sua espada em punho Seicilan invade o castelo, depara-se com as três bruxas cegas ao redor de um caldeirão enorme. À esquerda está Bela, sentada sobre os calcanhares a chorar.

−Calma, minha princesa! Estarás salva num instante. −O herói gira as três bruxas. Cegas, atordoadas e já perdidas, tropeçam e caem no caldeirão de água gelada. Tremem e roem os restos de dentes rangendo de ódio da derrota.

Seicilan pega na mão de Bela e dirige seus passos fracos e lentos até o portão. Sobem em seu cavalo branco e cavalgam juntos entre os campos de girassóis. Olham para trás e veem guerreiros de mentira, por causa do poder, da ganância, em sono excessivo.




(Majal-San)

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