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À beira do Rio São Francisco

(Abertura)
E o poeta Ribeirinho, à beira do Rio, começou a cantar...

Peço às águas tão serenas
Leve embora a minha tristeza
Traz de volta a Julieta
Que se foi, deixou eu cá

Logo eu que a amava tanto
E hoje, só, estou aos prantos
Por saber que Julieta
Me esqueceu em Propriá

Eu conheci essa mulher na beira do Rio
Nós sentávamos na grama para conversar
A gente até se conheceu melhor
E toda tarde a gente ia se encontrar

De um abraço aqui, outro acolá
Eu de besta fui pegar na sua mão
Mas Julieta queria que pegasse noutro lugar
E, quando vi, minha mão estava em seu coração

Ela tinha um jeitinho bem particular
De me desarmar, me deixar na sua mão
O seu encanto fez eu me entregar
E a gente fez amor deitados no chão

Sem medo e sem pudor
A gente se entregou ao amor
Ali na beira do Rio São Francisco
Julieta me amou

Eu não posso acreditar
Que essa mulher não vai voltar
Que seu amor não vai me dar
Outras vezes, outras horas, à beira do Rio, em Propriá.

ESCRITO POR Ruan Vieira 5 K leituras
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